A nova geração pode quebrar paradigmas
Cumprindo meu compromisso, voltei a escrever no blog. A ideia para o post veio com as experiências do dia-a-dia. Ontem, estava com crianças contando história para elas, uma atividade que me deixa muito feliz e onde aprendo muito. Tinha escolhido uma história do Ziraldo chamada “Flicts” de uma cor que era diferente e não era aceita pelas outras.
Depois, refletindo em cima de uma história aparentemente banal, além da mensagem de praticar a tolerância fiz um link, pensando sozinha, que a história trabalha nas crianças a empatia com diferentes culturas, religiões, etnias e condições físicas. Sempre penso e vejo que as crianças não tem nenhum preconceito, estes são inseridos pela bagagem cultural na educação.
Crianças não fazem diferença por cor, raça, aspecto social, econômico, elas são simples em suas relações. A medida que crescem e recebem os valores e que vão mudando esta realidade e se tornam menos tolerantes. Portanto, penso que a inclusão deve ser feita nesta fase da educação infantil, para que elas aprendam a trabalhar com colegas de cadeira de rodas, com deficiência visual, deficiência auditiva, intelectual e etc.
Se elas receberem esta educação pelos pais e pela escola serão adultos mais solidários, cidadãos, humanos e altruístas. Quando convivemos com pessoas com deficiência conseguimos entender suas limitações, perceber as nossas também. Que as vezes ao auxiliar acabamos atrapalhando por nossa falta de conhecimento.
E nos percebemos como os pais repreendem as crianças e começam a criar pré-conceitos. Me lembro quando era pequena passeando em shoppings, lugares públicos e ai passava uma criança, adulto com algum tipo de deficiência e eu olhava com curiosidade, afinal crianças querem entender o mundo. Minha mãe me repreendia: Não Olhe! Se não vão achar que estamos comentando. E aprendi a evitar olhar, mas cresci e percebi que devemos olhar todas pessoas com naturalidade.
Na infância temos curiosidade, percebemos as diferenças mas não separamos, geralmente nos incluimos nas brincadeiras. Então, falo com os pais, professores que vocês não devem repreender a criança e explicar nossas diferenças, limitações para criar crianças saudáveis e amorosas. Lógico, que se seu filho estiver incomodando as pessoas deve-se conversar, afinal eles sempre entendem e logo aprendem. As crianças são nosso futuro e se quizermos viver em um mundo mais inclusivo devemos começar por elas.



agosto 23, 2010 às 4:58 pm
Oi Tancy.
Que legal seu blog.
Totalmente aprovo a causa, muito digno que você se sinta engajada com o tema acessibilidade.
Abração.