A ficção e a realidade
Há algum tempo estava com vontade de falar sobre a novela Viver a Vida. Desde que soube que a atriz Aline Moraes interpretaria uma cadeirante, decidi que assistiria a trama do Manuel Carlos. Já fui noveleira, hoje a única que assisto é essa, pois depois de pesquisar sobre acessiblidade para o TCC, me interessei cada vez mais pela questão. E como comunicóloga queria analisar como seria abordado o assunto na teledramaturgia.
Acredito que só o fato do assunto ser tratado em uma novela já é um avanço. Quanto mais informação dissiminada, mais serão quebradas estas barreiras do preconceito e da ignorância que separam as pessoas com deficiência. De alguma forma, pessoas que não tem acesso à informação por outros veículos internet, jornais, estão tendo a oportunidade de pensar nesta questão. E não é a primeira vez que o Manuel Carlos faz isso, em sua penúltima novela existia a personagem de uma menina com sindrome de down.
Maneco, como é conhecido pelos próximos, adora misturar a ficção com a realidade, usando depoimentos e histórias reais que mostrem a superação dos seres humanos com diferentes problemas sociais. Mas, ao mesmo tempo a novela não mostra as barreiras que as pessoas com deficiência com problemas financeiros passam. Acredito que é uma falha, pois existem problemas no transporte público, no acesso a tecnologia assistiva, à uma casa adaptada e etc.
Mas, acho interessante quando ele coloca problemas reais como é ir em lojas sem provadores adaptados, sobre a sexualidade, sobre a não aceitação de uma nova condição de vida, das adaptações, de equipamentos que facilitam comer, se maquiar e etc. Lógico, que as novelas são folhetins que trabalham coma ficcção, pois se mostrasse a realidade se transformaria em jornalismo. Por isso, a persogem é rica, tem mórdomo que a carrega e uma equipe de médica, fisioterapeuta como suporte.
E mês passado foi criado um blog real para Luciana, me pergunto até que ponto é marketing? Resolvi visitá-lo para conhecer antes de criticar. O blog tem recebido diariamente centenas de comentários, mas o que mais me chamou atenção é que praticamente todos são encaminhados para personagem Luciana, e não para atriz Aline Morais. O que preocupa é até que ponto as pessoas entendem que ele é uma ferramenta de propaganda. Porém, ele também pode servir como serviço, divulgando informações de interesse público de como funciona a hidroterapia, do projeto Praia para Todos, como percebi que é utilizado também com esta finalidade. Talvez seja somente uam tendência de comunicação, de usar todos os meios para divulgar a novela e informações importantes.

março 22, 2010 às 9:40 pm
Olá, cheguei aqui através do blog do Luis Daniel.
Parabéns pela dedicação.
Espero que consiga publicar seu livro.
Boa sorte!!